Mãos limpas, pele saudável


Da Redação


Lavar muito bem as mãos, esfregar com sabão, espalhar álcool em gel, deixar secar. E fazer tudo de novo, várias vezes ao dia.


A rotina de limpeza e higienização das mãos, e de todo o corpo, se intensificou durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. O cuidado constante reduz o risco de contaminação, e deverá ser mantido, incorporado de vez ao dia a dia. Mas, ao mesmo tempo, acende um alerta: a frequência de lavagens pode resultar em ressecamento e problemas mais graves, como a descamação.


Para saber como manter a higiene adequada aos novos tempos sem colocar a saúde da pele em risco, o Blog Quarentenas conversou com a médica dermatologista Caroline Antunes, do Rio de Janeiro. A especialista também esclareceu dúvidas sobre exposição ao sol e a rotina de limpeza para o rosto. Confira as dicas.



QUARENTENAS: Que tipos de produtos são ideais para hidratar a pele, especialmente das mãos, nesse período em que são lavadas com mais frequência?


CAROLINE ANTUNES: Neste período de lavagem frequente das mãos e uso excessivo de álcool em gel, nossa pele tende a ficar mais ressecada, podendo, inclusive, haver descamação ou até mesmo fissuras. É muito importante hidratar as mãos, assim como todo o corpo.


E o que é mais adequado usar?


Com relação às mãos, existem hidratantes específicos, à base de ativos naturais, que possuem baixo risco de causar alergias, e vão recuperar a hidratação da pele. Há também os tipos “luva de silicone”, que hidratam, e ao mesmo tempo, criam uma película que protege as mãos dos agentes externos.


Há alguma fórmula caseira que pode ser utilizada, caso não se tenha acesso a esses produtos?


O ideal seria utilizar produtos específicos para esta finalidade, mas, caso não exista essa possibilidade, um bom substituto seria o óleo de coco, que tem alto poder hidratante e reparador.



Como cuidar da pele do rosto e pescoço? Há cuidados específicos para cada faixa etária, correto? Quais são esses cuidados?


Os cuidados indispensáveis são a limpeza com produto apropriado, hidratação e proteção solar diária, independentemente de estar em ambientes externos ou fechado. Isso porque a luz visível emitida por lâmpadas, celulares, televisão ou computador também é prejudicial à nossa pele, aumentando as chances de manchas, perda de viço, luminosidade. A rotina específica para cada faixa etária varia bastante, por isso, é necessária a consulta médica e exame minucioso da pele, para que seja definido o tratamento e os produtos que deverão ser utilizados.


Qual a orientação para os homens, que, geralmente, não investem nesse tipo de cuidado?


Grande parte dos homens não possui o hábito de cuidar da pele, mas assim como as mulheres, eles também sentem os efeitos dessa falta de cuidado, com manchas, oleosidade, rugas e flacidez. Minha orientação é que, pelo menos, eles criem o hábito de utilizar filtro solar diariamente, pois é o melhor e mais eficaz produto anti-idade que existe. Procurar utilizar um filtro com um FPS (fator de proteção) mínimo de 50, e com toque mais seco, para não se incomodarem com a textura pegajosa de alguns produtos.


É importante tomar sol, mesmo que por pouco tempo, durante a quarentena. O que é importante observar? Horários? Tempo e local de exposição? Quais são as orientações nesse caso?


A exposição solar é importante para a nossa produção de vitamina D, grande aliada da nossa imunidade. São necessários apenas 15 minutos para peles claras, e 45 minutos para peles mais escuras, de exposição solar diária, o que deve acontecer antes das 9h ou depois das 16h. E, para isso, não é preciso deixar o filtro solar de lado. Manter apenas uma parte da pele (como pernas e pés) exposta ao sol já é suficiente para que os raios UVB sejam absorvidos e ocorra a produção (de vitamina D).


E o que não se deve fazer em relação à pele (rosto, corpo) e cabelos enquanto estivermos nesse período em que muitos estão mais em casa? O que pode representar riscos e até causar danos mais sérios?


Um hábito frequente e que prejudica muito a pele e os cabelos é o de tomar banhos quentes e demorados. Eles danificam a proteção da pele e a torna mais propensa a ressecamento, irritações, coceira. A pele fica sem viço, desidratada. Também piora muito os quadros de rosácea e melasma, pois ativa uma resposta inflamatória.


Quanto aos cabelos, ficam mais opacos, ressecados e com tendência à quebra, além de aumentar as chances de queda por piora da dermatite seborreica (caspa). Procure tomar banhos com água na temperatura natural, ou levemente morna.




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